16.12.12
Só consegue acordar para a vida, quem viveu solitário e insone dentro de uma noite interminável e caminhou sonolento pelo resto do dia, quem perdeu o sol. Só consegue apreciar a nudez, quem não é vulgar. Quem percebe com naturalidade que um corpo é como uma árvore, que o seu ambiente é extensão do meio ambiente e que, juntos, ambos são um ambiente inteiro. Só julga acidamente os Outros o tempo todo quem é recalcado. Quem se aprisionou na ideia do que é ridículo e não consegue suportar um ser autêntico. Só consegue ser irônico, quem é inteligente. Só consegue ser doce, quem já foi ferido e curado pela espiritualidade. Só consegue o que quer os que têm desejos justos. E acreditam.
Não existem sonhos impossiveis! Se foi possivel sonhar é possivel realizar! O verdadeiro amor é mesmo para sempre, mas se renova a cada dia. A vida é como um jogo, existem fases difíceis pelas quais precisamos passar, existem forças que tentam te derrubar, mas precisamos mostrar que somos mais fortes. Se você perder, comece de novo! Só não morra. No jogo você pode reiniciar, na vida... Não dá pra voltar. Tudo passa. Aqui, você e eu, e todos somos apenas passageiros.
29.11.12
22.9.12
31.8.12
Meu maior medo é almoçar sozinho, jantar sozinho e me esforçar em me manter ocupado para não provocar compaixão dos garçons. Meu maior medo é ajudar as pessoas porque não sei me ajudar. Meu maior medo é desperdiçar espaço em uma cama de casal, sem acordar durante a chuva mais revolta, sem adormecer diante da chuva mais branda. Meu maior medo é a necessidade de ligar a tevê enquanto tomo banho. Meu maior medo é conversar com o rádio em engarrafamento. Meu maior medo é enfrentar um final de semana sozinho depois de ouvir os programas de meus colegas de trabalho. Meu maior medo é a segunda-feira e me calar para não parecer estranho e anti-social. Meu maior medo é escavar a noite para encontrar um par e voltar mais solteiro do que antes. Meu maior medo é não conseguir acabar uma cerveja sozinho. Meu maior medo é a indecisão ao escolher um presente para mim. Meu maior medo é a expectativa de dar certo na família, que não me deixa ao menos dar errado. Meu maior medo é escutar uma música, entender a letra e faltar uma companhia para concordar comigo. Meu maior medo é que a metade do rosto que apanho com a mão seja convencida a partir com a metade do rosto que não alcanço. Meu maior medo é escrever para não pensar.
A menina sempre reza. Baixinho. Embaixo do chuveiro. Pedindo para acreditar que suas preces são ouvidas. Para a vida deixar de querer ser cinza. Para o travesseiro deixar de ser seu único companheiro. Para a tela deixar de ser o único meio. Para as palavras terem vontade de ser mais alegres. Pede para o fardo ser mais leve. Pede para a cabeça deixar de ser dura. E para o coração parar de insistir em se contradizer. Ela reza. Baixinho. Tem medo. De falar sozinha, sempre.
28.8.12
23.8.12
Eu gosto de pessoas inteligentes que enxergam o mundo com humor. Tem muitas pessoas em quem eu bato o olho e penso: deve ser legal ser amiga dele. É gente que não carrega o mundo nas costas, que fala olhando nos olhos, que não se leva tão a sério, que é franca na hora do sim e na hora do não. É difícil sacar as qualidades de uma pessoa sem antes conhecê-la, mas intuição existe pra isso. Tenho vários amigos que enriquecem minha vida e se encaixam no meu conceito de “pessoas especiais”, mas meu coração é espaçoso e está em condições de receber novos inquilinos.
22.8.12
21.8.12
Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo.
17.8.12
Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom.
Foi assim que você chegou, com as gotas da primeira chuva de primavera. Com a água que molha a terra, já castigada pela seca. Com a sensação deliciosa de respirar fundo o cheiro de terra molhada. Foi assim. Assim você chegou... para provar que a primavera, benção de Deus, faz renascer tudo no mundo.
16.8.12
Cansei de quem gosta como se gostar fosse mais uma ferramenta de marketing. Gostar aos poucos, gostar analisando, gostar duas vezes por semana, gostar até as duas e dezoito. Cansei de gente que gosta como pensa que é certo gostar. Gostar é essa besta desenfreada mesmo. E não tem pensar. E arrepia o corpo inteiro, mas você não sabe se é defesa para recuar ou atacar. Eu eu gosto de você porque gostar não faz sentido.
Amo essa foto *-*
13.8.12
10.8.12
Na fé, eu sou capaz de me dizer, com amorosa humildade, que grande parte das vezes eu não sei o que é melhor para mim. Eu não sei, mas Deus sabe. Eu não sei, mas minha alma sabe. Então, faço o que me cabe e entrego, mesmo quando, por força do hábito, eu ainda dê uma piscadinha pra Deus e lhe diga: “Tomara que as nossas vontades coincidam”. Faço o que me cabe e confio que aquilo que acontecer,seja lá o que for, com certeza será o melhor, mesmo que algumas vezes, de cara,eu não consiga entender.
6.8.12
Um belo dia você acorda decidida esquecer das noticias e ausências que te feriram tanto. Levanta e vai levando a vida lembrando, querendo esquecer. Vai à padaria ou até o ponto de ônibus querendo sentir o cheiro de encanto. Mas só sente o cheiro de lembrança. É que quando dói demais a gente não acredita que um dia a dor passa, mesmo que todo mundo fale. Mas passa. De verdade. É que a vida tem mesmo dessas voltas e acreditar nas pessoas e nas suas boas intenções ainda vale a pena. Porque simplesmente ainda existem pessoas que acreditam como você.
Dai você olha pra sua vida e aceita a mistura de mulher cheia de pé no chão, brava e meio esquisita com uma menina cheia de sonhos e brigadeiros. Um jeito meio Amelie que pode mudar tudo, até os sonhos.
Alguns sorrisos no meio do caminho te confundem ainda com a decisão da mudança. E trazem o que tanto você queria esquecer. Mas lembra também dos sorrisos daqueles que se reegueram por problemas resolvidos maiores que o seu. E sorri de volta, como quem agradece o pensamento mandado por algum anjo bom. E lembra-se do erros, mas não esquece que não errou sozinha. E você não tem que mudar de casa, nem de rua, nem rosto, você tem que mudar seu pensamento. Ser gentil com seus erros, ajuda a corrigi-los. Te corrigir pro melhor que a vida está te preparando.
E a vida sempre estende a mão pra quem ciranda com ela. E então, sua história muda, orgulhos e tristezas são sentimentos feitos pra deixar de lado. Afinal e ainda bem, sentimento também muda!
A gente lê Caio Fernando, Tati Bernardi e Clarice e se reconhece acreditando que são eles que têm a cura pra dor. Podem até ajudar, menina. Mas nesse poço que você adora pular de vez em quando, só cabe você. Melhor ser esperta e ajudar outras pessoas a gostar de você. Nem Caio, nem Tati e Clarice vão te ajudar. O problema é teu. Resolva. E toma conta do teu coração pra não se esfolar de novo.
Dores vão e vem, mas enquanto tiver um sorriso no meio do caminho, um ombro pra encostar, uma piscada pra esquecer, um céu azul, uma janela aberta e um amanhecer de primavera você vai querer se reerguer e ver que quem perdeu não foi você.
Aprende menina, alguns sorrisos recebidos na vida não foram feitos pra lembrar. Foram pra guardar. No coração.
4.8.12
Meu maior medo é almoçar sozinho, jantar sozinho e me esforçar em me manter ocupado para não provocar compaixão dos garçons. Meu maior medo é ajudar as pessoas porque não sei me ajudar. Meu maior medo é desperdiçar espaço em uma cama de casal, sem acordar durante a chuva mais revolta, sem adormecer diante da chuva mais branda. Meu maior medo é a necessidade de ligar a tevê enquanto tomo banho. Meu maior medo é conversar com o rádio em engarrafamento. Meu maior medo é enfrentar um final de semana sozinho depois de ouvir os programas de meus colegas de trabalho. Meu maior medo é a segunda-feira e me calar para não parecer estranho e anti-social. Meu maior medo é escavar a noite para encontrar um par e voltar mais solteiro do que antes. Meu maior medo é não conseguir acabar uma cerveja sozinho. Meu maior medo é a indecisão ao escolher um presente para mim. Meu maior medo é a expectativa de dar certo na família, que não me deixa ao menos dar errado. Meu maior medo é escutar uma música, entender a letra e faltar uma companhia para concordar comigo. Meu maior medo é que a metade do rosto que apanho com a mão seja convencida a partir com a metade do rosto que não alcanço. Meu maior medo é escrever para não pensar.
3.8.12
27.7.12
Economizar amor é avareza. Coisa de quem funciona na frequência da escassez. De quem tem medo de gastar sentimento e lhe faltar depois. É terrível viver contando moedinhas de afeto. Há amor suficiente. Há amor para todo mundo. Há amor para quem quer se conectar com ele. Não perdemos quando damos: ganhamos junto.
26.7.12
25.7.12
23.7.12
20.7.12
Tenho aprendido com o tempo que a felicidade vibra na frequência das coisas mais simples. Que o que amacia a vida, acende o riso, convida a alma pra brincar, são essas imensas coisas pequeninas bordadas com fios de luz no tecido áspero do cotidiano. Como o toque bom do sol quando pousa na pele. A solidão que é encontro. O café da manhã com pão quentinho e sonho compartilhado. A lua quando o olhar é grande. A doçura contente de um cafuné sem pressa. O trabalho que nos erotiza. Os instantes em que repousamos os olhos em olhos amados. O poema que parece que fomos nós que escrevemos. A força da areia molhada sob os pés descalços. O sono relaxado que põe tudo pra dormir. A presença da intimidade legítima. A música que nos faz subir de oitava. A delicadeza desenhada de improviso. O banho bom que reinventa o corpo. O cheiro de terra. O cheiro de chuva. O cheiro do tempero do feijão da infância. O cheiro de quem se gosta. O acorde daquela risada que acorda tudo na gente. Essas coisas. Outras coisas. Todas, simples assim.
A gente finge que arruma o guarda-roupa, arruma o quarto, arruma a bagunça. Tira aquele tanto de coisa que não serve, porque ocupar espaço com coisas velhas não dá. As coisas novas querem entrar, tanta coisa bonita nas lojas por aí. Mas a gente nunca tira tudo. Sempre as esconde aqui, esconde ali, finge para si mesmo que ainda serve. A gente sabe. Que tá curta, pequeno, apertado. É que a gente queria tanto. Tanto.Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça.
Muitas coisas que eu julgava impossível e até mesmo,nem em sonho eu pensei que iam acontecer,aconteceram. São coisas assim que me fazem acreditar na vida, na lei do retorno,no valor do esforço,da luta por aquilo que se acredita,por aquilo que se ama,se deseja e se quer muito. Se for merecido,virá. E que venha ! Pode vir que eu estou pronta.
Pelo caminho fui tentando acertar.
Deixei pistas, sorrisos, lágrimas e palavras.
Tentei dançar sem me preocupar.
Tentei voltar mesmo sabendo que não era possível.
Tentei viver o sonho de uma simplicidade perdida.
Tentei amar sem medida.
Se este é o modo certo, não sei.
Só sei que esta é a forma mais bonita que inventei para minha própria vida.
18.7.12
Você deveria ser capaz de estar só, completamente só e, ainda assim, tremendamente feliz. Então, você pode amar. Então, seu amor não é mais uma necessidade, mas um compartilhar, não mais é uma carência. Você não se tornará dependente das pessoas que você ama. Você compartilhará – e compartilhar é bonito. Esta é a diferença entre relacionar-se e relacionamento: relacionamento é uma coisa: você se apega a ele; relacionar-se é um fluxo, um movimento, um processo.
17.7.12
Vamos?
Correr pra onde der vontade.
Soltar uma gargalhada gostosa.
Brincar de pique-esconde com os problemas.
Bem-me-que pra descobrir
quem me ama de verdade.
Vamos?
Então corre ...
que a vida não espera!
Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu.
16.7.12
13.7.12
12.7.12
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