22.8.17

"É um fugitivo que se esconde entre notas musicais e alimenta-se de pétalas. Todos vêem as nuvens que desenha nos olhos. Eu o vejo doído, ameno e contido. Veja bem, meu menino sente com a força dos trovões, mas só enxerga quem ousa mergulhar além das pálpebras. Ele só salva quem não teme se afogar em suas águas. Não gosta de meio-termo. Metades o enojam. Repugna-se com o talvez. Suas mãos inquietas se espalmavam na mesa como um ritual em que continha-se a esticar até tocar não sei o quê. Mas precisava tocar. Afaguei seus dedos sem pensar. Ele não se afastou. Precisava conter suas mãos, ou também tocar. Era preciso ligar-se de alguma forma àquela alma indecifrável. Quando enxerguei aquele par de olhos desconfiados, soube que estava perdida. Olhava além daquilo que podiam ver. Via cada cicatriz como se fosse uma ferida recém-aberta, o sangue manchando a roupa. Assustava. Surpreendia. Fascinava. Me rasgou inteira, inspecionou cada curva da alma sem tirar os olhos dos meus. Mergulhei em seu mar e só notei quando senti seus braços me apertando o corpo. Poderia me afogar se quisesse, só para ver meu corpo submergindo em seu mar. Eu me renderia, só por ele, só por ser dele.
 
Era só ele. Era tudo ele.
 
Meu menino, tens meu coração entre os dedos."
—  Gabriela Santarosa

14.10.16

NetflixLovers - Dica de série: "River"

Tenho aquela compulsão de começar a série e não parar até assistir ela toda. E em uma das minhas buscas incessantes por uma série nova eu encontrei a minissérie britânica "River" produzido pela BBC e estrelado pelo ator Stellan Skarsgård que participou do filme (Os Homens que não Amavam as  Mulheres) – minha trilogia favorita por sinal-. Com um roteiro original e diferente a história se baseia em um drama policial, que é concentrado na mente do protagonista, que sofre com a morte de sua parceira e o tempo todo tenta solucionar o crime que ocasionou a morte. 


O mais interessante de tudo e o que deixa a série com um toque tão delicado do drama é os choques mentais que River vê sua parceira. Ele muda completamente o seu jeito quando imagina que sua amiga Jackie está ao seu lado. Não vou falar mais nada pra não criar mais Spoiler. Só digo que vale MUITO a pena ver. Eu larguei tudo pra ver essa série, realmente virei muito fã. E já estou esperando ansiosamente a segunda temporada.

Segue o Trailer para vocês:

11.10.16

Minha escolha de curso

Hoje eu vim contar um pouco da minha vida, principalmente da minha escolha profissional, atualmente sou estagiária de Direito, adoro escrever, porém tenho uma certa timidez de expor meus pensamentos, mas eu fiz o blog para tentar dividir as coisas que eu gosto e até certas coisas que já vivi.

Nessa primeira postagem eu quero falar um pouco de como foi escolher o meu curso de graduação e os motivos que me levaram a escolher a área do Direito.

No primeiro momento, quando eu sai do ensino médio, haviam várias ideias na minha cabeça, de cursos completamente distintos. Moda, culinária, história, design gráfico. Uow ! uma salada mista de ideias, porém não tinha certeza mesmo de nenhuma.

Meu primeiro norte foi dividir as matérias que eu gosto das que eu não gostava no ensino médio. Como eu odiava (ODEIO) exatas, meu pensamento foi voltado para humanas e biológicas, ai levei em conta o que eu realmente gostava. Humanas e Sociais s2.

Depois, fui pensando nos meus hobbies, coisas que me interessavam de verdade, como design de moda, história, artes gráficas e comida. Meu próximo passo foi pensar como é a estabilidade de cada profissional no mercado de trabalho, procurei na própria internet o valor da remuneração e o que é o trabalho de cada área em sí.

Eu sempre amei moda, ficava desenhando varias modelos e falava que ia ser estilista desde pequena, sempre que posso acompanho as tendências, cortes, tudo, TUDO. Outra em que me descobrir com o tempo foi a culinária, no começo eu era péssima, mas hoje tenho até pratos originais , rs. Mas falando sério, eu descobri um prazer em fazer refeições e acho uma delícia, uma terapia, por isso pensei em gastronomia. Mas eu também sempre fui muito levada para o lado social e histórico, no ensino médio eu que realizava as colas de sociologia e história, as de exatas meus amigos me passava (eu era péssima, era? SOU). Então essas minhas paixões me colocaram em confronto.

Aí, quando eu já tava com minhas alternativas prontas, que no meu caso foram, Moda, Gastronomia e História. Tomei a coragem e fui conversar com meus pais, expliquei pra eles o que eu pensava de cada área e dei ouvidos a eles para falarem o que pensam também.

Meu pai é autônomo e minha mãe advogada. Ela com muita paciência me explicou sobre o curso de Direito, e me fez refletir sobre. Me explicou a vasta área de atuação de um advogado e vários cargos fora da advocacia. Dessa forma, coloquei o Direito em pauta como uma opção. Ainda mais que nesse curso tinha duas coisas que eu amava a história e o lado social, por mais que não pareça, o Direito tem muito dessas duas matérias sim!

Um dos lugares que me auxiliou muito na escolha da profissão, foi a mostra de profissões que ocorre na UFMG. Na minha época foi muito interessante pra mim, conversei com alunos das áreas e eles me passaram um respaldo de cada profissão que eu não imaginava. Saí de lá com a certeza que queria me graduar em Direito.

Queria destacar que o mais importante na hora da escolha da profissão, é ter noção da realmente vivência daquele profissional em seu dia-a-dia. Os títulos dos cargos são muito bonitos, mas você que leva em consideração que aquele tipo de trabalho você tem que ter afinidade e prazer em realizar, pois você pode passar muito tempo da sua vida naquela função todos os dias.Você tem que escolher uma profissão que te dê o prazer de cumpri-la.

Bom, queria contar sobre essa minha experiência, sei que muitos jovens tem tamanha dificuldade nesse momento da vida, e eu sei, não é fácil. Mas espero que possa auxilia-los. Beijos

18.7.16

Tem aquele ditado de que quando menos esperamos as coisas acontecem, e realmente, pelo menos pra mim, isso é verdade. Quando eu relaxei, deixei o tempo fluir e vivi cada dia como se fosse único aprendi a valorizar as pequenas coisas importantes. Comecei a ver o que era necessário e o que agora tanto faz. Comecei a olhar pra dentro de mim, e entender o que eu realmente precisava. Comecei a perceber que estava amadurecendo, e só agora havia entendido como funcionava isso. Maturidade não é idade, é vivência. É aprender com o que já foi vivido, os erros, alegrias, decepções, é ter experiência de vida. É saber fazer as escolhas certas e entender o "por que" das outras serem erradas. 

7.2.15

Eu não conheço história mais conturbada e indefinida do que a nossa. Tantas brigas e discussões infundadas, mas no final a gente só quer mesmo estar junto, ter um pretexto para falar um com um outro, mesmo que seja por um motivo qualquer. Eu te amo, infelizmente confesso isso, e você bem sabe. Mas também tô cansada de você não decidir o que quer, de jogar toda culpa pra cima de mim, de não crescer e decidir sua vida. Eu sei que você também gosta de mim, se não já tinha ignorado isso por esse longo tempo e teria me feito só mais um nada na sua vida. Eu te amo, quando penso que esse fio de esperança morreu, eu te vejo e essa fúria toda de sentimento aflora selvagem em mim, sendo nítida no meu olhar até no meu sorriso. Eu te amo, mas não é pra sempre, um dia, talvez, pode aparecer alguém e fazer tudo que um dia eu esperava que você fizesse. Tudo que um dia eu sonhava que você faria, por mim. Não é prazo de validade, mas amar também dói, esperar é difícil, e sofrer e doloroso. Eu te amo, e isso basta.