4.11.10


Feliz o homem que sabe valorizar uma mulher. Este sim, pode chama-la de sua, não pelo sentimento de posse, mas por ela não querer ser de mais ninguém.

você conheçe a pessoa conhece seus defeitos e passa a aceitá-los. isso é amor.

1.11.10



O amor não morre de velhice, em paz com a cama
e com a fortuna dos dedos.
Morre com um beijo dado sem ênfase. Um dia morno.
Uma indiferença. Uma conversa surda.
Morre porque queremos que morra.
Decidimos que ele está morto.
Facilitamos seu estremecimento.
O amor não poderia morrer, ele não tem fim.
Nós que criamos a despedida por não suportar sua longevidade...


Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

A recaída de amor acontece como num daqueles pesadelos que se está caindo. De repente você acorda sentado na cama: Meu Deus, eu preciso saber! Mas se eu já estava tão bem há semanas. Volte a dormir, volte a dormir. Você já tinha decidido lembra? Nada a ver com você, chato, bobo, não deu certo. Mas eu preciso saber. Não, não precisa. Pra quê? Vai te machucar. Não! Eu preciso saber. Então levanto da cama.
Facebook, a desgraça em formato de parquinho virtual. Nome dele, aparece a foto azulada e ele de perfil. É tão bonito. Mas não há mais nada que eu possa ver. Nos deletamos mutuamente pra evitar justamente esse tipo de inspecão noturna.

É preciso que o tempo faça seu trabalho de esquecimento. Mas o amante apaixonado não quer esquecer. Por que ama. Ainda não foi atingido pela graça da desesperança que chega muito devagar... Por isso ele sofre.